Ediney Santana: A vida reinventada e outras histórias


                                        FERROS        

                                              De: Ediney Santana

Era o útero como uma sepultura, lá os monstros eram como partes do que rejeitado por todos me alimentava.

Eu, que desconhecido de mim mesmo escrevia a gilete e “amor perfeito” canções no sangrar da carne ria das lágrimas secas em concretos.

Era um viver anestesiado, nascido, porém já cadáver. Há muito encontrei um álbum de retratos, todos ali estavam sem vida, sem morte. Foi quando uma criança de dentro de sua triste foto estendeu sua mão e entrei na paisagem em preto e branco de um tempo sem vida, sem morte. Um tempo quase eterno.

Laetitia Editore

ediney-santana@bol.com.br

 

 

 

 

                   



Escrito por Ediney Santana às 11h43
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