O dia indeciso
De: Ediney Santana
Nesta vida o mais belo que há é o nascer do dia, fico aqui sentado todas as noites só para alegrar-me os primeirinhos raios de sol.
Faltam dois minutos para clarear tudo de uma vez só. Como em um surto de mágica tudo fica claro e bom de se ver.
Quando fiquei assim na escuridão, só zanguei pelo nascer do sol que para mim é o único espetáculo bonito para quem pode ver.
Um minuto e você todos vão ver a explosão da luz nos olhos, na relva e na cantoria dos passarinhos.
Tudo vem devagar, eu gastava da fartura de luz, mas fico aqui só esperando o nascer do sol. É como eu estivesse em um precipício que nunca caio.
Minha pele deve estar como no último dia em que o sol eu vi, toda negrinha como a noite linda. Menos de uns segundinhos para o calor do sol e a alegria da minha luz chegar.
Sinto um palpitar no peito, uma dor sem doer e uma vontade danada de ver o sol em posto momento nos meus braços descansar.
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