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Casa De : Ediney Santana Ninguém quis me ouvir, ninguém nunca me ouviu quando disse que a Casa roubava-nos a felicidade. A Casa se recria ao sugar pervertido da felicidade de quem nela vive em busca de abrigo do tempo e suas arestas. Cada tijolo é uma prisão de risos, de paixão e amores vencidos pela falsa sensação de lar que a Casa oferece os que nela tem o ego caricaturalmente adoçado. A criança chora, a mãe se ri das suas maquiagens, o pai deixa de ser homem da casa: torna-se a indiferença e lentamente vai se esquecendo que é pai. Os azulejos sugam o oxigênio, o piso é festa no sangue que dos seus reféns faz purpurina, a cama do casal é arena na qual ninguém há de saber mais quem se estar ao lado. As crianças desaparecem sem pai nem mãe. A Casa floresce, abre os braços. Porque sempre há gente em busca de um lar, mas há as Casas e suas viceras famintas prontas para sem cerimônia, transformar corações apaixonados, em objetos indiferentes as paixões que da vida nos recria alegrias. ediney-santana@bol.com.br http://cartasmentirosas.blogspot.com
Escrito por Ediney Santana às 10h30
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