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Ediney Santana: A vida reinventada e outras histórias


 

                                      Amar (gura)

                                              De: Ediney Santana

 

Primeiro os pés de Cirilo, como em um piscar de olhos, criaram raízes fincando ele no pântano o qual vivia desde os sessenta anos de idade.

Não demorou muito todo o seu corpo estava como raízes do pântano. Apenas o coração continuava o mesmo: cheio de amarguras.

Quanto mais o coração aflito se perdia em amarguras, mas Cirilo era envolvido pelas raízes e lama do pântano.

Tudo que se aproximava de Cirilo virava lama e logo depois pó. A vida aos poucos foi acabando. O pântano virou um grande deserto.

Cirilo ainda hoje estar por lá, soprado de um lado para o outro pela areia. Ele e o seu coração amargurado na anti-vida que escolheu para si.

ediney-santana@bol.com.br

www.cartasmentirosas.blogspot.com

 



Escrito por Ediney Santana às 11h13
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