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Paz do meu amor nº2 De: Ediney Santana Coloquei Taigura no toca disco .Amarelo, capa plástica, comprado na Loja Oliveira em 1938. “Você é isso, Uma beleza imensa. Toda recompensa de um amor sem fim” Luiz Vieira na voz de Taiguara tem qualquer coisa de barrco, me lembra as visitas no meu tempo de estudande ao museu do Recolhimento do Humildes, como um nome desses o museu era só ouro e prata. Ele apareceu, como sempre irritado e meio idade média para o meu gosto. Trazia nas mãos um guarda chuva, charuto na boca e rosa na lapela. Não disse nada, puxou o revolver e disparou no toca disco,Taigura perdeu a voz lentamente. Um fio de sangue saio do meu umbigo e enrolou em seu pesçoso. Quanto mais ele gritava mais o fio de sangue o sufocava. Amanheceu, tudo em paz, Taiguara voltou a cantar: “Eu desisto, não existe esta manhã que eu perseguia Um lugar que me de trégua e me sorria Uma gente que não viva só pra si Só encontro gente amarga, mergulhada no passado procurando construir seu mundo errado” Coloquei em sua lápide os versos de Taigura, versos para um novo homem que vai nascer entre as rosas e uma lapela abandonada. ediney-santana@bol.com.br www.cartasmentirosas.blogspot.com
Escrito por Ediney Santana às 12h17
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