Teia elétrica De: Ediney Santana Preso, João Maria espera sua morte. Não se desespera, sorrir calmamente enquanto toma seu café alaranjado em baunilha. Do outro lado, o sol que nunca se põe sorri pra João Maria, sabe o quanto vai se deliciar quando João Maria morrer e suas cinzas azuis, amarelas e creme voarem até ele. O sol que nunca se põe vai pouco a pouco secando João Maria, impiedosamente vai secando-o como soldadinhos de chumbo derrotados depois da alegre infância de alguém. João está calmo, pouco sente, seus olhos estão postos há anos sobre os montes invisíveis aos que não sabem do sol que nunca se põe, porque viveu como eles, invisível entre as coisas animadas e inanimadas. http://cartasmentirosas.blogspot.com http://edineysantana.zup.net
Escrito por Ediney Santana às 10h13
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